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| Marcos Valério em depoimento |
O ex-prefeito de Santo André foi morto há 17 anos, e o caso permanece sem solução. Celso Daniel foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002, após sair de um restaurante em São Paulo acompanhado do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. O corpo foi achado dois dias depois, com 11 tiros.
Na ocasião, a Polícia Civil de São Paulo concluiu que o petista foi vítima de um crime comum. O Ministério Público, porém, sustentou que houve motivação política.
Celso Daniel teria sido assassinado porque havia decidido acabar com o esquema de propina no transporte, cuja finalidade seria abastecer o caixa dois do PT. O partido sempre negou as acusações.
Segundo a Veja, Marcos Valério teria contado que o ex-deputado federal do PT Professor Luizinho “lhe confidenciou que Celso Daniel topou pagar com recursos da prefeitura a caravana de Lula pelo país, antes da eleição presidencial de 2002, mas não teria concordado em entregar a administração à ação de quadrilhas e àqueles que visavam ao enriquecimento pessoal”.
Valério ainda teria informado que o empresário Ronan Maria Pinto, que participava de esquema de propina na prefeitura de Santo André, ameaçou envolver a cúpula do Palácio do Planalto na morte de Celso Daniel, a menos que lhe fosse pago uma quantia para ficar em silêncio.
No depoimento, de acordo com a reportagem, Valério teria dito também que, depois de pagar chantagem de Ronan Maria Pinto, conversou sobre o assunto com o presidente Lula. O promotor do MP Roberto Wider quis saber se Valério conversou com o ex-presidente petista sobre esse episódio, ao que o empresário respondeu que sim. “Eu virei para o presidente e falei assim: ‘Resolvi, presidente’. Ele falou assim: ‘Ótimo, graças a Deus'”.

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